Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10/09) e à
campanha Setembro Amarelo, o Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª
Região (CRBM6) vai organizar uma palestra gratuita e online sobre saúde mental.
A conferência será no dia 17/09, às 19h e vai ser direcionada aos mais
de 5,9 mil profissionais registrados na Autarquia Federal, que tem jurisdição e
atua no Paraná. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo
formulário https://encurtador.com.br/hwPoI
A transmissão será pelo Google Meet e os inscritos receberão um
link para ter o acesso. Quem vai conduzir a palestra - intitulada A saúde mental
do biomédico: Cuidando de quem cuida – serão os psicólogos Lucas Hideiki Evanovick
(CRP-08/39873) e Tayná Idalgo (CRP-08/28999).
O que é a saúde mental?
Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, saúde mental é um
estado de bem-estar onde o indivíduo desenvolve suas habilidades, lida com os
estresses normais da vida, trabalha de forma produtiva e contribui para sua
comunidade.
“A saúde mental não é a ausência de problemas. É ter ferramentas e
preparo para enfrentar as dificuldades quando elas surgem. Por isso, é
fundamental compreender que todos temos limites. Também é necessário saber
pedir ajuda, sem achar que isso é sinônimo de fraqueza. Pelo contrário, é um
gesto de amadurecimento e desenvolvimento pessoal”, explica o presidente do
CRBM6, Thiago Massuda.
Como ajudar e onde pedir auxílio?
A palestra aos biomédicos levará informações a esses profissionais
de saúde que dedicam sua carreira ao cuidado com a vida, mas que algumas vezes
esquecem de olhar para si mesmos.
“A rotina intensa de estudos, pesquisas,
plantões, pressão por resultados, responsabilidade nos mais variados
diagnósticos e até a sobrecarga emocional de lidar com a saúde de outras
pessoas pode impactar diretamente seu bem-estar mental. Você cuida da vida
todos os dias, mas a sua vida também merece cuidado”, enfatiza Massuda.
Segundo especialistas, o momento de buscar ajuda com psicólogos,
médicos, psiquiatras ou redes de apoio é o instante em que a pessoa – seja
jovem, adulto ou idoso - sente dificuldade em lidar com conflitos, traumas ou
transições importantes que podem começar a impactar a vida diária, causar
sofrimento, prejuízos no trabalho, nos estudos ou nas relações.
Entre os sinais de alerta mais comuns estão a angústia emocional persistente,
perda de interesse e prazer, dificuldade de funcionalidade, alterações no
comportamento, problemas de sono e apetite, sentimentos negativos intensos, pensamentos
de autoagressão, dores no corpo, cansaço ou sensação de “anestesiamento” que
não têm causa física aparente.
“Não é preciso esperar um sofrimento extremo. A busca por apoio
pode ser para autoconhecimento ou para lidar com situações difíceis, como um
término de relacionamento ou luto”, complementa Thiago Massuda.
Números preocupantes
De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da
Saúde (OMS) em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios
subnotificados. No Brasil, em 2022, as mortes chegaram a 16.262, de acordo com o
Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Segundo a OMS, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado
de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama - ou guerras e homicídios.
Acolhimentos
Para quem precisa de apoio emocional, além de acionar a rede de
apoio, o acolhimento inicial pode ser feito pelo 188, o número do Centro de Valorização da Vida (CVV), que é
válido em todo território nacional e é gratuito. Além disso, o site Mapa da Saúde Mental pode ser utilizado para encontrar um serviço mais próximo,
trazendo informações sobre acolhimentos gratuitos ou de baixo custo.
O Sistema Único de Saúde (SUS) promove a Rede de Atenção
Psicossocial (RAPS) através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que
fazem o acolhimento para quem precisar sem necessidade de agendamento.
Os serviços de atenção básica, conhecidos como postinhos de saúde,
também podem realizar consultas com enfermeiras, promovendo um acolhimento
inicial no momento de sofrimento.
Sobre o CRBM6
O Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) é
uma Autarquia Federal com jurisdição no Estado do Paraná.
A entidade tem cerca de 5,9 mil profissionais registrados. A sede
fica em Curitiba e as delegacias regionais estão localizadas nos municípios de
Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, União da Vitória,
Guarapuava, Umuarama, Guaíra e Ponta Grossa.
Os biomédicos atuam em mais de 30 atividades ligadas à saúde tais
como acupuntura, análises clínica e ambiental, bromatológicas [avalia a
qualidade dos alimentos], auditoria, banco de sangue, biofísica, biologia
molecular, bioquímica, citologia oncótica, embriologia, estética, farmacologia,
fisiologia, genética, hematologia, histologia, imunologia, imagenologia,
informática da saúde, microbiologia, microbiologia de alimentos, monitoramento
neurofisiológico transoperatório, parasitologia, patologia, perfusão,
psicobiologia, radiologia, reprodução humana, sanitarista, saúde pública,
toxicologia, virologia e outras áreas.