Conrado Victor Portugal da Silva é um dos alvos da Operação Mercância Torpe, esquema que cobrava até R$ 5 mil para furar fila da regulação
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Mercância Torpe, que desarticulou um esquema criminoso de venda de vagas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os presos está Conrado Victor Portugal da Silva, servidor concursado da Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia e aliado político do deputado federal Professor Alcides, ex-prefeito Vilmar Mariano e do deputado federal Jefferson Rodrigues, ambos do PSDB do ex-governador Marconi Perillo.
Segundo as investigações da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), o grupo cobrava valores que chegavam a R$ 5 mil para inserir fraudulentamente pacientes em filas de cirurgias, exames e consultas especializadas, ou para alterar a prioridade de quem já aguardava atendimento nos sistemas SERVIR e SISREG.
Conrado Portugal ingressou por concurso público na Prefeitura de Aparecida de Goiânia em 2008 como agente de endemias e durante a gestão de Vilmar Mariano, entre 2022 e 2024, ele foi lotado na Central de Regulação de Vagas, setor estratégico onde as fraudes ocorriam.
Em 2024, Conrado Portugal foi candidato a vereador pelo
Republicanos, a convite do deputado federal Jefferson Rodrigues e Vilmar Mariano, atuou como cabo eleitoral e apoiador ferrenho do candidato do PL a prefeito de Aparecida, Professor Alcides, e mantinha a aliança com os políticos de oposição a atual gestão da Prefeitura de Aparecida.
Republicanos, a convite do deputado federal Jefferson Rodrigues e Vilmar Mariano, atuou como cabo eleitoral e apoiador ferrenho do candidato do PL a prefeito de Aparecida, Professor Alcides, e mantinha a aliança com os políticos de oposição a atual gestão da Prefeitura de Aparecida.
A operação é um desdobramento da “Operação Hipócrates”, de 2023. A polícia identificou que agentes públicos de Goiânia e de outros oito municípios do interior (como Catalão, Senador Canedo e Goianira) participavam da “mercancia” de serviços que deveriam ser gratuitos e universais.
“Evidenciou-se que havia verdadeira mercancia de vagas no sistema de saúde. As condutas sobrecarregavam o sistema, pois priorizavam quem pagava, enquanto os demais eram obrigados a aguardar indefinidamente”, afirmou a Polícia Civil em nota.
Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais, sendo:
• 06 prisões temporárias;
• 17 mandados de busca e apreensão;
• 05 afastamentos de funções públicas;
• 24 quebras de sigilo bancário e fiscal.
A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia esclarece que o servidor Conrado Victor Portugal da Silva é agente de endemias concursado e trabalhou na Central de Regulação na administração anterior.
A Secretaria de Saúde ressalta que, na atual gestão, o servidor concursado não trabalhou na Regulação de Vagas, está colaborando com a investigação da Polícia Civil e também vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar que pode culminar em demissão do serviço público.


